Venda sugestiva na restauração: 5 passos para recomendar sem pressionar

A venda sugestiva não consiste em tentar vender mais ao cliente, consiste em apresentar uma sugestão que faça sentido para aquilo que ele já demonstrou querer.

O cliente pede um frango assado. Podemos perguntar:

“Deseja acompanhar com batata frita ou prefere os legumes salteados?”

Não estamos necessariamente a aumentar o valor da conta.

Estamos a ajudar o cliente a escolher.

É precisamente aqui que a venda sugestiva se aproxima da hospitalidade.

1º Sugira com base no que o cliente já mostrou

A sugestão deve nascer da conversa e da observação. Se o cliente pergunta:

“O que recomenda para acompanhar este prato?”

Temos uma oportunidade clara.

Se pergunta:

“O que é que sai mais?”

Podemos apresentar uma opção segura e popular.

Se demonstra interesse por produtos regionais, podemos explicar uma especialidade da casa.

Mas, se já decidiu rapidamente o que quer e não demonstra interesse em sugestões, provavelmente não existe nada para sugerir.

Vender sugestivamente começa por ouvir.

2º Seja específico na sugestão

“Quer alguma coisa para acompanhar (o prato)?” É algo que se continua a ouvir diariamente, e é uma pergunta muito pouco útil.

“A nossa espetada fica muito bem com o milho frito. Quer acompanhar?”Já é uma recomendação.

E repare, o cliente pode escolher a espetada sem acompanhamento. A nossa sugestão condiciona-o a escolher um, e é específica para aquilo que recomendamos.

Quanto melhor conhecermos o produto, mais facilmente conseguimos explicar por que razão aquela sugestão faz sentido.

Não é preciso fazer um discurso, explicar as razões, prós e contras…

Basta uma recomendação concreta e, quando necessário – leia-se solicitado – uma pequena explicação.

3º Não sugira tudo a toda a gente

Uma das formas mais rápidas de destruir a venda sugestiva é transformá-la numa obrigação.

Se a equipa tem de sugerir uma entrada, uma bebida, um acompanhamento, uma sobremesa e um café a todos os clientes, deixa de existir atenção ao cliente e passa a existir um guião comercial.

Para nós isso é um erro no longo prazo, por isso o que recomendamos é simples:

Sugerir quando existe uma boa razão para sugerir.

E uma boa sugestão pode ser apenas uma. E se o cliente não demonstra interesse, seguimos o serviço normalmente.

Hospitalidade também é saber quando não sugerir.

4º Não insista demasiado

Quando uma sugestão é apresentada ao cliente, ele tem duas opções: sim ou não.

Não precisamos de repetir, justificar ou tentar contrariar a decisão, caso seja não.

Isto é especialmente importante porque a confiança pode demorar muito tempo a construir e poucos segundos a perder.

A pessoa não precisa de sentir que está a ser convencida mas sim de sentir que alguém lhe deu uma boa recomendação, e que está a zelar pelo melhor para ela.

Normalmente recomendamos um upselling e uma venda sugestiva por cliente, mas isso varia de tipo de serviço, e claro de cliente para cliente.

5º Venda sugestiva também é experiência

Uma boa sugestão pode tornar a refeição melhor.

Pode ajudar alguém indeciso a escolher. Pode apresentar um produto que não conhecia. Pode evitar uma combinação menos conseguida. Pode tornar uma experiência mais completa.

E, por vezes, também aumenta o ticket médio, mas isso deve ser a consequência.

O objectivo é ajudar o cliente a fazer uma escolha melhor, não aumentar a factura a qualquer custo.

É essa diferença que separa venda sugestiva de simples pressão comercial.

A sua equipa sabe recomendar sem transformar o serviço numa venda?

A MesaOito ajuda equipas de restauração a desenvolver práticas de venda sugestiva que combinam conhecimento do produto, leitura do cliente e hospitalidade.
Fale com um consultor agora para descobrir como.

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